Não foram tantos assim os meus descuidos,
Que armazenassem em mim tal desamor.
Nem mesmo culpo as paixões e os desatinos
Pela pouca ilusão que me restou.
Vivi meus dias de incontáveis sonhos.
Se lágrimas verti, também sorri.
E afinal, para cada desencanto,Restava o encanto daquilo que senti.
E hoje, ao que me conste, ainda pulsa.
Meu velho e audacioso coração.
Que na sabedoria das vivências,Anseia por um rasgo de emoção.
Vida que é vida não desiste nunca,
Ainda que a outra vida diga não.
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